CONFORTO TÉRMICO E VULNERABILIDADE AO FRIO EM PORTUGAL

  • Dr. Ricardo Almendra
  • CEGOT- Centre of Studies on Geography and Spatial Planning & Department of Geography and Tourism, Faculty of Arts and Humanities of the University of Coimbra
  • Local: ZOOM – https://videoconf-colibri.zoom.us/j/99474879676
  • Quarta-feira,  13 de maio de 2020
  • Referência Projeto: UIDB/00006/2020
 

O excesso de mortalidade e morbilidade durante o inverno é um fenómeno comum aos países europeus apresentando, no entanto, importantes desigualdades espaciais. Evidência científica refere que a sazonalidade da mortalidade advém dos impactos de temperaturas adversas na saúde.
A vulnerabilidade ao frio resulta de um vasto conjunto de fatores biológicos, epidemiológicos, socioeconómicos e comportamentais e traduz-se em impactos significativos para a saúde, sendo fundamental medir as variações sazonais das doenças e compreender os fatores que explicam a desigualdade espacial da vulnerabilidade ao frio. Pretende-se assim analisar e quantificar o impacto do desconforto térmico associado ao frio e caracterizar os fatores que contribuem para o aumento da vulnerabilidade ao frio em Portugal.
Verificou-se que, em Portugal, a vulnerabilidade ao frio está associada às condições habitacionais e socioeconómicos da área de residência. Na Área Metropolitana de Lisboa a mortalidade aumenta significativamente quando a temperatura do ar é inferior a 16,5ºC e que 5,7% dos óbitos foram estatisticamente associados ao impacto do frio.2